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Finalidades:
Esta técnica foi desenvolvida pelo Dr. Jean Jaubert da
Universidade de Nice, nos aquários de Mônaco (França)
e tem se mostrado um sistema extremamente simples e de
grande valia para nós aquaristas. Este sistema confia
na construção de uma cama de areia (Aragonita ou
Halimeda) no fundo do aquário que é montado em um espaço
vazio (Plenum) sob o substrato. A água não é bombeada
através da areia, formando uma zona aeróbica nas
camadas superiores da areia, mas as mais profundas zonas
tem progressivamente menos concentração de oxigênio.
Sobre a cama de Aragonita ou halimeda é adicionado 10%
de areia viva coletada das vizinhanças dos recifes,
carregando como hospedeiros pequenos animais, protozoários
e bactérias que irão ajudar a transformar Nitratos em
Nitrogênio livre. O Dr. Jaubert encontrou a presença
de níveis altos de cálcio, mesmo em aquários onde
existem corais duros (que são grandes consumidores) .
É de suspeitar que a atividade microbiológica na areia
causa a liberação de cálcio dela, adicionado ao baixo
PH noturno (7,8) nesse sistema. O sistema do Dr. Jaubert
tem sido uma excelente forma de rodar um reef aquarium e
tem conquistado vários aquaristas. Particularmente
tenho usado este sistema onde invertebrados e peixes
prosperam.
Ilustração
Sistema Jaubert

Plenum:
camada de 1 cm de água entre o fundo do aquário e as
placas biológicas .
Placas
de Fundo:
placas de plástico preto com pequenos furos em sua
superfície.
Tela
de Nylon:
essa tela serve para bloquear a passagem de halimeda por
debaixo das placas, devido aos furos.
Halimeda:
parecido com grãos de aveia, é composto por
"folhas" de alga Halimeda spp. Após morta,
essa alga deixa para trás praticamente só carbonato de
cálcio, que acumulou em seu esqueleto. Usa-se também a
aragonita, mas a halimeda tem a grande vantagem de ser
mais barata e conter menos fosfatos.
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